quinta-feira, 15 de julho de 2010

NÃO SE ATRASE DEMAIS

 "Se você não se atrasar demais, posso te esperar por toda a minha vida." (Oscar Wilde)


Na correria do dia, ou nas noites de sono profundo, te espero. Quando tudo está no automático, o sol nasce e se põe, ou quando a lua surge, algumas vezes cheia, outras minguante, é nesse momento que te espero. Minha espera é minha religião. Quando tomo uma taça de vinho, imaginando um momento feliz, um pouco de paz e um amor quente, te espero.

Quando sento no meu banco preferido da praça que imagino passar bons momentos com você, e então leio um livro que me conta sobre as coisas bonitas do mundo, te espero. Respiro aliviada a certeza da espera, e a sensação boa de ter alguém para esperar. E então sorrio, com o canto da boca, enquanto observo o sol quente que se põe e risadas de crianças que fazem a trilha sonora perfeita para as folhas que caem, como se dançassem ballet ao sabor do vento.

Posso te esperar  por uma vida toda, e da espera fazer poesia. Poesia alimenta, dizem alguns. Uma vida de espera não é exatamente o que sonham os sensatos. Estes desejam uma vida de realizações, alguns planos bem marcados, filhos na escola e carro na garagem. Não, não sou sensata. Prefiro me apegar a essa mania romântica e boba de vaticinar o meu melhor com o seu melhor, sem planos de casamento feliz, mas com o propósito de fazer duas vidas felizes. Essa é a minha espera.

Nos momentos de descuido, imagino seu abraço. Sim, eu sei que ainda não conheço seu rosto, mas abraço não tem rosto. Um abraço e um jeito certeiro de piscar o olho esquerdo, o do coração, como quem diz "babe, tudo vai dar certo" seriam perfeitos para um dia como hoje, em que não vejo esperança nos olhos que me encaram. Você me encararia com esperança? Seria perfeito.

Você ainda é espera, mas eu tenho toda a minha vida. Apenas não se atrase.

Not too late for love... (Norah Jones)


Autoria da foto: Camila, via Olhares Fotografia Online

terça-feira, 13 de julho de 2010

PASSAR AGOSTO ESPERANDO SETEMBRO

Eu amo o outono, esse já tem cadeira cativa no meu coração. Gosto do inverno, esse sempre me presenteia com bons momentos. Mas minha paixão do momento é a primavera. Eu sei, eu sei, o inverno mal começou, eu deveria estar curtindo todas as maravilhas do frio, mas not: estou mesmo é esperando pela estação mais florida, de bafo quente e hálito jovial. Cansei do cinza na minha vida. E já que a primavera é uma paixão, que venha com toda a sua graça, beleza, malemolência, quentura e charme. Do resto eu me encarrego.

MAS SE POR EXEMPLO CHOVER, NÃO VOU...




MARICOTINHA
(Dorival Caymmi)

Se fizer bom tempo amanhã
Eu vou
Mas se por exemplo chover
Não vou
Diga a Maricotinha que eu
Mandei dizer que eu
Não tô
Não tô... não vou
Se fizer bom tempo amanhã
Eu vou
Mas se por exemplo chover
Não vou
Uma chuvinha, redinha, cotinha
Aí... piorou
Nem tô... nem vou
Se fizer bom tempo...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

SEGUNDA-FEIRA!

Corpo e mente descansados, muitas descobertas, alegrias, sorrisos bem vindos e o novo definitivamente fazendo parte da minha rotina: essa segunda não poderia ser melhor!

Ou poderia: conheci uma pessoa que tem um olhar poético para a fotografia (para a vida? rsrs) e seu olhar artístico e sensível tem me dado inspiração. Em breve posto uma das fotos com um texto por ela inspirado.

"Temos a arte para não morrer da verdade" (Friedrich Nietzsche)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

TCHAU, COCÔ!

"A psicanálise estava errada: é na vida adulta que a gente precisa aprender a dar tchau pros cocôs" (Tati Bernardi).

hauhauhauhauuahuauaauuah... adooooooooro!

E já que o Cocô insiste em continuar entrando no meu blog, vai saber por aqui mesmo que não é bem vindo, e que aqui não tem nada pra ele.

Vaza, Cocô!


quarta-feira, 7 de julho de 2010

E PRA VOCÊ...

que entra aqui e me lê
com olhos de curiosidade,
ou de amor,
ou de amizade,
ou de saudade,
deixo um jardim:


e flores
pra deixá-la
ainda mais
radiante!

DA SÉRIE: VOLTA PRO MAR, OFERENDA!

Sabe quando a gente olha pra uma coisa e sabe que se deixar a coisa fluir, vai dar merda? Então... Ou então, quando uma assombração volta pra te encher o saco? Ela não quer nada, ela não precisa de nada, ela só quer te encher o saco. Então...

Quando isso acontecer, faz assim, ó:

terça-feira, 6 de julho de 2010

AUTOENGANO MODE ON

Então... como faz frio em Sampa no mês de julho, né? Ai ai...

Repara não, só estou falando sobre o tempo que é pra não falar sobre gente mal caráter, dissimulada, com memória curta e que, ainda por cima, consegue se autoenganar.

Ô povinho bom pra levar meia dúzia de cascudo, viu! tsc tsc...


ps: Quaquaraquaquá, quem riu? Quaquaraquaquá, fui eu.

PRAZER, MEU NOME É MIKE!



CORRE CORRE

Viajei no sábado pela manhã e só arrumei minha mala 15 minutos antes de sair de casa... Precisava me encontrar com uma amiga no domingo a noite, e só cheguei em casa pra tomar banho e me ajeitar 30 minutos antes do horário combinado para estarmos no Fran's Café... Na volta de Rio Preto, novamente arrumei minha mala 15 minutos antes de sair de casa... Cheguei hoje no trabalho e tem job aos montes, todos com deadline pra daqui a pouco... Fora as centenas de atualizações dos blogs que acompanho que preciso ler ainda hoje, senão amanhã terão mais centenas e aí a coisa vai começar a ficar difícil...

Contudo, e apesar da correria, percebi uma coisa: quando faço as coisas com mais parcimônia e menos afobação, vejo que no final tudo dá certo. Tudo dá sempre certo. Então, pra que se afobar?

ps: odeio arrumar malas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

PROBLEMAS, PROBLEMAS, PROBLEMAS...

Quem não os tem? Mas a gente se vira para resolvê-los.
E depois de resolver os do lado de lá, eis-me aqui, de volta à minha cidade querida (e poluída - argh!).

domingo, 4 de julho de 2010

É TÃO BOM!

Costumo demorar horrores para vir ao interior, mas todas as vezes que venho me divirto. Churrasco, primos reunidos, muita alegria, cerveja e (argh) música sertaneja - tá, faz parte do pacote. Mas é bom... e recarrega minhas energias. Rever meus afetos e, mais ainda, celebrar com eles a existência de cada um de nós me renova. É bom. É muito bom.

Eu amo minha família!

ps: tchau... vou voltar para a cervejinha, pra leitoinha frita e pras risadas. Até amanhã e beijo!


sexta-feira, 2 de julho de 2010

BRINCAR DE VIVER

QUE DELÍCIA ME SENTIR ASSIM!



Brincar de Viver
(Maria Bethânia)


Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar


E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir
cada vez que o mundo diz não


Você verá
que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer,
ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer


Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir
cada vez que o mundo diz não


E eu desejo amar
todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem


Você verá que é mesmo assim,
que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim
à sua imaginação
A arte de sorrir
cada vez que o mundo diz não.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

ABRIRAM A TORNEIRINHA


Passei um bom tempo com minha criatividade embotada. Meus blogs, que outrora foram palco de grandes sacadas e algumas briguinhas básicas, nos últimos tempos mais pareciam a arena do Coliseu romano de hoje: está lá, mas só serve de ponto turístico (quer dizer, no máximo serve para apresentações esporádicas de música clássica ou peças teatrais). E era assim que meus blogs estavam: vez em quando passava por aqui alguma coisa interessante.

Acho que todo jornalista/escritor/blogueiro/aventureiro/redator passa por esse tipo de bloqueio. É natural, o cérebro cansa e a gente passa a dispensar energia somente para o que é estritamente necessário. 

Pois bem... não sei se por influência do aniversário ou se por influência do meu momento de vida, eu voltei à ativa. Estou retomando minha velha forma e... ai ai... como é bom poder escrever novamente, assim, livre, com as ideias rolando a mil.

Puxe aí uma cadeira, sirva-se do que melhor lhe convier e fique à vontade!

ps: ainda não retomei a forma para fazer metáforas, por isso a do Coliseu! hahaha

terça-feira, 29 de junho de 2010

DESABAFO ARTÍSTICO

Muito mais do que no ódio sentido por alguém, é na indiferença que o ser humano se ajeita. Sim, porque amor e ódio estão ali, lado a lado. Não há como dizer que odiamos, sem antes amar - chega a ser óbvia a comparação. Ou o caminho inverso: primeiro o ódio mortal, só pra esconder um sentimento bonito, até. Aquela vontade doida de comer a pessoa inteira, engolir, ter dentro da gente e acariciar quando faz dengo. Passionalidade mode on. Natureza humana, quem explica?

Amar o diferente, ou o igual. Amar aquilo que te resgata, que te faz encarar o espelho e ter repulsa, ou vontade de amar mais e mais. Amar o sentimento amor. Amar o estado apaixonado. Amar, simplesmente amar. Ou então odiar o diferente, ou o igual. Odiar aquilo que te resgata, que te faz encarar o espelho e ter repulsa, ou vontade de odiar mais e mais. Odiar o sentimento amor. Amar o sentimento ódio. Odiar o estado apaixonado (e nessa hora vale fazer cara de nojo: bleeeergh!). Odiar, simplesmente odiar.

Pois bem, detectado que o sentimento é o mesmo, e o que muda mesmo é a forma de aplicá-lo, o ser humano tem aí um mar de possibilidades de atuação. Pode ser cínico, dissimulado, irônico, falso, amável, agradável, interesseiro... ou indiferente. E indiferença é a cama quente dos que se sentiram otários em determinadas situações. É na cama da indiferença que essas almas descansam e sonham com dias melhores, ou piores, não importa, mas sonham e buscam por dias, acima de tudo, diferentes dos já vividos.

É por isso que para os indiferentes, mais difícil que passar borracha no coração encardido e apagar inscrições que pareciam "encalacradas" na alma de cada um, mais difícil que apertar a tecla "delete" no teclado de teclas macias do notebook e exterminar com um e-mail da caixa de entrada do outlook e mais difícil que apagar o número da agenda do celular, mais difícil que tudo isso é conseguir identificar até onde um sentimento pode e deve ir, e até onde esse mesmo sentimento pode tomar conta dos seus dias, seus pensamentos, etc. Nesse ponto compactuo com Clarice: pensar é um ato, sentir é um fato.

Hoje sou uma pessoa indiferente, anteontem fui uma pessoa apaixonada, e ontem fui uma pessoa com muito ódio. E se hoje sou indiferente, faço dessa indiferença minha arte. Portanto, não me deseje feliz aniversário. Não quero o seu desejo de feliz aniversário. Não quero o seu desejo de nada. Quero apenas que você seja a pessoa mais feliz do mundo. Apenas isso. Assim como eu quero que o mendigo da esquina de casa encontre um lar, uma cama confortável e uma sopa quente neste inverno.

Se quiser continuar entrando aqui para reproduzir minhas ideias, ou melhor, tentar, porque pra fazer o que faço tem que ter muito tutano, fique à vontade. Os miseráveis sobrevivem de migalhas, os artistas sobrevivem de sua própria arte. E como sou artista, me regozijo com minhas palavras, faço delas meu escudo, me fortaleço na admiração do outro e deixo as migalhas para os fracos de alma e espírito.

É na indiferença que o ser humano se ajeita, mas é na arte que o ser humano se salva.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

28 VOLTAS COMPLETAS AO REDOR DO SOL


Vinte e oito outonos. Vinte e sete bolos (oficiais) de aniversário. Vinte e sete velinhas diferentes. Nove anos brindando com álcool. Duas renovações da carteira de motorista. Dez anos entrando na balada sem precisar falsificar o RG. Três anos comprando Renew. Três anos sentindo falta dos 25. E três anos fazendo contagem regressiva (depressiva?) para os 30. Seis anos de São Paulo. Seis anos de aumentos exponenciais nos cabelos brancos. E seis anos de rinite alérgica. Vinte e oito anos sendo a alegria de mamãe. Vinte e oito anos sendo uma das muitas preocupações de mamãe. E vinte e oito anos sendo a irmã caçula do meu irmão. Quinze anos tomando leite por obrigação. Três anos tomando leite por conta do medo de ter osteoporose. E vinte e oito anos odiando leite. Vinte e sete natais. Vinte e sete reveillons. E vinte e sete vezes a mesma pergunta:  pra que servem estas datas? Três anos sonhando com o príncipe encantado. Cinco anos experimentando os príncipes. E cinco anos correndo deles.

Daqui a pouco será um ano a menos para o retorno de Saturno, vinte e oito bolos (oficiais) de aniversário, vinte e oito velinhas diferentes e dez anos brindando com álcool: Cheers!

Parabéns pra mim!  =)

domingo, 27 de junho de 2010

DIVIDINDO SENSAÇÕES

Não sei quanto a vocês mas, para mim, um final de semana que valeu a pena é quando chego no domingo a noite com um cansaço bom como esse que estou sentindo agora. A voz levemente rouca, aquela sensação de areia nos olhos, o corpo relaxado e a risada dos amigos ainda ecoando no fundo dos ouvidos (e da alma). Nesses dias, respiro aliviada por saber que finais de semana assim podem acontecer sempre, basta que eu escolha que assim sejam.

Planos para o aniversário que acontece na terça-feira (28 aninhos... ai ai... rsrs) para um futuro próximo, para o final de semana no sítio, para a viagem a Minas e, sempre, planos para implementar o simples em minha vida é o que tornam meus dias muito curtos. Às vezes tenho a impressão de que se tivessem 36 horas, ainda assim não conseguiria pensar e planejar e executar tudo o que tenho me proposto. É bom. É muito bom.

Bom, essa é a sensação do final de semana: de leveza e liberdade de alma. Sei que esse post está meio desconexo, mas estou cansada e quis apenas dividir minhas sensações e deixar a seguinte mensagem: algumas situações ruins e desagradáveis acontecem pra nos mostrar que outras boas podem acontecer, basta que a gente deixe tudo fluir com naturalidade. Portanto, pessoas, a ordem da semana é: deixe tudo acontecer com naturalidade, do resto o universo se encarrega.  =)

ps: já ganhei dois presentes de aniversário: um livro de Clarice "Só Para Mulheres" e um dvd do Chico. Ai ai... pessoinha que me presenteou acertou em cheio!  =D  fiquei feliz feliz!

AH! Quase me esqueci: boa semana para todos!


sábado, 26 de junho de 2010

COISA BOA!

Funciona mais ou menos assim: trabalhe a semana todinha no maior stress. Fique muito, muito, muito pilhado, com vontade de mandar todo mundo à piiiiiiii... Depois de passar 5 dias comendo o croissant que o diabo amassou (em homenagem ao time da França que foi desclassificado), chegue em casa na sexta-feira perto das 22 horas e encontre um bando de bestas falando besteira (porque besta SÓ fala besteira). Então, não se faça de rogado e tenha a dignidade de puxar uma cadeira para a roda, pegar um copo da bebida mais forte que tiver disponível e liberar todo o stress compartilhando das baboseiras e, melhor, acrescentando outras mil. O resultado? Isso aqui:



ps: agora só me resta dormir muito bem! rsrs

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PODER ESCOLHER

E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser



DISTRAÇÃO
(Zélia Duncan)

Se você não se distrai,
o amor não chega
A sua música não toca
O acaso vira espera e sufoca
A alegria vira ansiedade

E quebra o encanto doce
De te surpreender de verdade

Se você não se distrai,
a estrela não cai
O elevador não chega
E as horas não passam
O dia não nasce, a lua não cresce

A paixão vira peste
O abraço, armadilha


Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser

Se você não se distrai,
Não descobre uma nova trilha
Não dá um passeio
Não rí de você mesmo

A vida fica mais dura
O tempo passa doendo
E qualquer trovão mete medo
Se você está sempre temendo
A fúria da tempestade

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos

Sem nenhuma razão de ser

Olhando o céu, chutando lata
E assoviando Beatles na praça
Olhando o céu, chutando lata

Hoje eu quero encontrar você

quinta-feira, 24 de junho de 2010

BOA NOITE!

A melhor parte das minhas noites de sono tem sido meus sonhos. Desde que comecei a aprender a analisá-los, tenho me deliciado com tudo o que meu inconsciente quer me dizer e me mostra na forma de sonho. Mas só estou conseguindo um contato mais aprofundado com meu inconsciente porque de uns tempos pra cá resolvi dar vazão aos meus desejos. E posso dizer uma coisa: ando desejando coisas/pessoas/lugares/situações que até deus duvidaria.

Mas é bom. Estou me sentindo bem. E agora entendo quando os poetas escrevem sobre os sonhos e o quanto eles são sadios e nos impulsionam.

Pra você que me lê, bons sonhos! =)

FELIZ!


quarta-feira, 23 de junho de 2010

CONCURSO!


Responda à pergunta:

"O mentiroso que acredita na própria mentira e faz dela sua verdade absoluta pode ser classificado como:

a) o melhor dos mentirosos (o cara é o fodão na arte de inventar e dissimular e por isso é o melhor, pois engana até a si próprio);

b) o pior dos mentirosos (no sentido de mais vil e baixo);

c) n.d.a. (o cara é um paspalho completo);

d) ____________ (coloque aqui um adjetivo para o fdp)."


Escolheu sua alternativa? Então agora discorra sobre a sua escolha. As melhores respostas ganharão um presentinho especial!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

LIBERDADE: QUAL É A SUA?


Um sem número de pensadores, poetas, filósofos, compositores, "celebridades" e anônimos defendem a liberdade da maneira que lhe é mais conveniente (ou que lhe fale mais alto, intimamente).

Clarice disse: "Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome". Para Nietzsche a liberdade não era mais do que a "aceitação consciente de um destino necessitante". O homem libertado de qualquer vínculo, senhor de si mesmo e dos outros, o homem desprezador de qualquer verdade estabelecida ou por estabelecer e estar apto para se exprimir a vida, em todos os seus atos. Lya Luft, em sua coluna na Veja, escreveu: "Liberdade não vem de correr atrás de 'deveres' impostos de fora, mas de construir a nossa existência". Fernando Pessoa defendeu que "a liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo".  Einstein inverteu o sentido da palavra: "Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior".  E, finalmente, George Orwell escreveu o seguinte: "Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir".

Ando às voltas com o tema, e não é de hoje. Ouço por aí todo o tipo de gente bradar a respeito da tal palavra e com isso fazer dela a sua bandeira. E sim, eu estou inclusa em "todo o tipo de gente". Para mim, liberdade sempre foi poder fazer escolhas. Escolher, renunciar, deixar de escolher (o que também é escolha), mas sempre de forma consciente e que estivesse de acordo com meus princípios e valores. Pois bem... agora, os tempos são outros.

Desde que comecei a fazer análise (saí do café com leite da terapia comum e fui pro topo da "cadeia terapêutica" a fim de exterminar meus fantasmas internos), tenho me sentido uma verdadeira pateta. Rá! Quem me conhece sabe o quanto bati no peito, em toda a minha vida, o quão livre fui e sou (sou?), pois sempre procurei escolher o que melhor me conviesse. O mais engraçado: sempre achei que tudo o que escolhia era de forma consciente. (Pausa para o tapinha nas costas: aê, que engano mais cruel!). Continuo acreditando na liberdade de escolha e não vou discorrer sobre elas. Ou melhor, não vou discorrer sobre o ato de escolher. Uma mente que seja minimamente "livre" sabe que pode (e deve) fazer escolhas diuturnamente.

Hoje, penso o seguinte: mais importante (e mais libertador) do que ter a capacidade de "simplesmente" escolher, é poder viver dessas escolhas e nas escolhas. Claro que nada é imutável, e tudo o que foi escolhido hoje pode ser des-escolhido amanhã. Mas a questão principal é: eu vivo (feliz) nas (e das) minhas escolhas? Tcharãm!

E a partir dessa minha nova visão, comecei a pensar a respeito da qualidade das minhas escolhas e do quanto elas me libertam, ou me aprisionam. Portanto, de uns dias para cá, trago comigo o seguinte: escolher é para todos, viver bem com as escolhas é para uma minoria, mas escolher conscientemente algo, alguém ou alguma situação que nos tornará livre, e não mais escravos vivendo em função dessa escolha,  é para quem tem uma coisa: CORAGEM.

E agora eu lhe pergunto: Coragem: qual é a sua?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

SERIA TUDO MUITO MELHOR SE UM DIA ALGUÉM PUDER ME ENTENDER



SEM PALAVRAS
(Móveis Coloniais de Acaju)


Eu sei que nada tenho a dizer,
Mas acabei dizendo sem querer
Palavra bandida!
Sempre arruma um jeito de escapar (hum!)


Seria tudo muito melhor
Se a música falasse por si só
Dá raiva da vida
Nada existe sem classificar (não!)


Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz


Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais


Pensei em mil palavras, e enfim
Nenhuma das palavras coube em mim
Não vejo saída
Como vou dizer sem me calar?


Diria mudo tudo o que faz
Minha vida andar de frente para trás
Uma frase perdida
Num discurso feito de olhar


Penso, tento
Achar palavras pro meu sentimento
Tanto é pouco, nada diz
Não é triste, nem feliz


Mesmo sendo
Um pranto, um choro ou qualquer lamento
Nada importa, tanto faz
Se é pra sempre ou nunca mais


Não é medo, nem é riso
Não é raso, não é pouco, nem é oco
Não é fato, nem é mito
Não é raro, não é tolo, não é louco
Não é isso, não é rouco
Não é fraco, não é dito, não é morto
Não, não, não, não!


Eu sei que nada tenho a dizer
Pensei em mil palavras, e enfim
Seria tudo muito melhor
Pensei
Seria
Se um dia alguém puder me entender

segunda-feira, 14 de junho de 2010

MORTE

As pessoas morrem, fisicamente falando. O corpo padece, a alma se cansa e elas simplesmente se vão. Para quem vai embora dessa vida, a morte acaba sendo um alívio, pois em muitos casos significa o cessar de dor e sofrimento. Para quem fica e não está preparado (quem está, afinal?) a morte significa lacuna. Não tenho muito o que dizer sobre a morte, e apesar de nos últimos dois anos ter perdido pessoas queridas, esse ainda me parece um tema obscuro. Quando somos mais jovens, a morte é assunto distante. Um ou outro amigo acaba morrendo, mas encaramos como coisas da vida (mais por conta da negligência de quem se foi do que pela natureza em si). Agora, aos quase 30 anos de existência, vejo que as pessoas que perdi nos últimos tempos se foram por conta da ação da natureza. Meu pai, minha avó e agora uma amiga muito querida. Acho que nem tenho muito o que escrever, é só um desabafo mesmo.

Hoje minha lacuna está um pouquinho maior. Que deus a tenha.

domingo, 13 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ME LIBERTEI DAQUELA VIDA VULGAR...



AGORA SÓ FALTA VOCÊ
(Rita Lee e Luís Sérgio)

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê?

E fui andando sem pensar em mudar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SANTA PACIÊNCIA

Assistam, é muito bom!


(Santa Antônio era um intelectual!!! eu queria saber quem foi a filha da puta da encalhada que inventou que ele era casamenteiro!?!?) - dica pras encalhadas que fodem com a vida de Santo Antônio... kkkk