Sábado, 27 de Junho de 2009

CARIOCAS

Que saudade do Rio, e dos cariocas. Essa música é bem eles:

Cariocas (Adriana Calcanhoto)

CARIOCAS SÃO BONITOS
CARIOCAS SÃO BACANAS
CARIOCAS SÃO SACANAS
CARIOCAS SÃO DOURADOS
CARIOCAS SÃO MODERNOS
CARIOCAS SÃO ESPERTOS
CARIOCAS SÃO DIRETOS
CARIOCAS NÃO GOSTAM
DE DIAS NUBLADOS

CARIOCAS NASCEM BAMBAS
CARIOCAS NASCEM CRAQUES
CARIOCAS TÊM SOTAQUE
CARIOCAS SÃO ALEGRES
CARIOCAS SÃO ATENTOS
CARIOCAS SÃO TÃO SEXYS
CARIOCAS SÃO TÃO CLAROS
CARIOCAS NÃO GOSTAM
DE SINAL FECHADO

 

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

CONSTRUÇÃO


A palavra é o meu produto final. Escrevo porque ainda estou em construção, e das palavras nascem novas idéias e ideais de vida. Escrevo para depositar todas as minhas angústias no amontoado de palavras que insisto em derramar no papel. Escrevo, porque sem escrever nada sou. Escrevo, porque nem ao menos sei quem vou me tornar. Escrevo, apenas escrevo.

Versos, cartas, contos, crônicas, não importa, tudo é realização. Faz algum sentido? Não sei. Talvez sim, talvez não. Pouco importa. E a angústia, essa angústia que percorre as veias – mesmo que percorrer as veias seja um lugar comum entre os escritores -, vai aos poucos sendo amenizada. A palavra como antídoto é a minha arma. Agora mesmo, estou escrevendo sem me preocupar como terminarei o que comecei, mas estou utilizando minha arma. Estou tomando meu antídoto. A palavra me salva. Tantas vezes já me salvou. Quem tem o costume de encarar o vulcão que existe dentro de si e derramar suas lavas no papel sabe muito bem do que estou falando: a palavra como salvação. Será eficaz para o resto da existência? Não sei, mas enquanto ela tiver validade vou escrevendo. Derramo um pouquinho de amor numa poesia, um pouco de fantasia num conto, uma fúria numa crônica, e assim vou lidando com os demônios internos – ou seria meu próprio eu querendo sair da casca? – vou lidando com os demônios e de alguma forma os acalmo. E a cada vez que dou forma aos meus sentimentos, através das palavras, mais fortes eles ficam dentro de mim. São vulcões em erupção constante.

As palavras são o conteúdo tratável de nossos sentimentos. São como pecinhas de quebra-cabeça que vão se encaixando, se combinando, e que no fim querem dizer alguma coisa. Se não existissem palavras, como definiríamos o amor que sentimentos por outra pessoa? Através de gestos? Pode ser. Mas e a vontade de dizer o quanto a amamos, o quanto somos felizes por tê-la ao nosso lado, o que faríamos com essa vontade? Por existirem palavras, dizemos, declaramos os nossos sentimentos. Extravasamos através da palavra tudo o que não cabe dentro de nós. Alguns, desprovidos da capacidade de se expressar claramente através da palavra falada, escrevem. Escrevem e se constroem. Escrevem e se conhecem. Escrevem e se expressam. Escrevem, e por isso continuam vivendo. E os que lêem, se identificam.

A palavra é o meu produto final.

Qual é o seu produto final?

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

TWITTAR PRA QUE?

se eu já sei o que fazer…

twitter-fedup

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

FRASE DA SEMANA

Tudo é possível... essa é a beleza da vida.

Domingo, 31 de Maio de 2009

SÃO PAULO E SEUS CONTRASTES

SAMPA

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

ELE FALANDO POR MIM

A cada dia que vivo mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca… e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade

carlos drummond

Sábado, 23 de Maio de 2009

VIDA REAL

Não é que eu tava numa mais ou menos
Andando com a rapaziada catita e legal
Mas de repente detalhes pequenos
Me fizeram entre outras coisas sair do normal
Eu fui ficando pouco a pouco injuriado
Mal-humorado, abandonado sem até poder amar
A tal da crise deixou minha vida maluca
Com vontade na Tijuca de voltar lá pra Copacabana

Fui à macumba
Pedi baixa no emprego
Me internaram numa clínica
Depois fui viajar
Quando voltei foi então que pude constatar
Que não adianta fazer nada
Pra essa porra melhorar

E então… melhorei!

Injuriado – Adriana Calcanhoto

NOVO BLOG

dislexicoração - um coração e suas letras (des)trocadas... 

Um novo blog, mas com uma dona já conhecida: euzinha! Por aqui, no ::Chutando Pedrinhas::, ficarão as filosofias - e as pedrinhas. Por lá, no disléxicoração, ficarão os escritos referentes ao orgão mais besta do corpo humano: esse aí mesmo que você está pensando… o dito cujo. O burro. O cego. O estúpido. O tão falado “coração”. Tsc tsc…

Agora… se eu vou conseguir postar, com uma certa frequência, essas coisas melosas que tanta gente gosta já é outra história. Mas… quem viver, verá!

PS: o que uma gripe forte não faz com a cabeça de uma pessoa lesada? Afff

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

SIM

SIM
Desde que eu te vi
eu te quis
Eu quis te raptar
Eu fiz um altar
Pra te receber
Como um anjo
Que caiu
lá do céu
Não estava voando
Andando
Distraiu-se

SIM
E agora?
Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim
Não dou
Pra ficar só,
sim

SIM
Desde que eu te vi
eu te quis
Eu quis te raptar
Eu fiz um altar
Pra te receber
Como um anjo
Que caiu
lá do céu
Não estava voando
Andando
Distraiu-se

SIM
E agora?
Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim agora

Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim

Não dou
Pra ficar só,
sim,
não dou,
não

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

SENTIDO

Que fique muito mal explicado
Não faço força pra ser entendido
Quem faz sentido é soldado
Para todos os efeitos meus defeitos não são meus

[Alice Ruiz]

sentido